Blog do Franchising
Priscila Góes e Henrique Andrade · 22 mai 2026
Como Priscila Góes e Henrique Andrade construíram a Óticas Góes, marca focada em experiência do cliente, e estruturaram a franquia em 2026.

Existem mercados onde os produtos acabam parecendo iguais. No setor óptico, isso acontece com frequência. As vitrines mudam. As coleções acompanham tendências. As marcas se renovam visualmente. Mas, na prática, grande parte das experiências continua funcionando da mesma forma: atendimento rápido, pouca conexão e foco apenas na venda.
Foi justamente nesse cenário que nasceu a Óticas Góes. Não como uma empresa construída para vender óculos. Mas como uma marca criada para fazer as pessoas se sentirem cuidadas.
“Crescer com verdade, atender com excelência e construir uma marca que as pessoas tenham orgulho de indicar.”

A Óticas Góes nasceu em 2021, em São Paulo, justamente no período mais crítico da pandemia. Enquanto muitas empresas tentavam sobreviver às incertezas daquele momento, Priscila Góes e Henrique Andrade decidiram iniciar uma operação nova. Mas a proposta já nascia diferente.
Ao invés de construir uma ótica tradicional, o objetivo era criar uma marca moderna, organizada e emocionalmente próxima das pessoas.
“Percebíamos que muitas óticas focavam apenas no produto e esqueciam completamente da experiência do cliente.”
Antes da marca existir oficialmente, Priscila já carregava anos de experiência no mercado óptico. Conhecia a operação, entendia o comportamento do cliente e, principalmente, percebia algo que considerava ausente no segmento: humanização.
“Desde o início, a nossa visão nunca foi apenas comercializar produtos. Queríamos construir um lugar onde as pessoas realmente se sentissem bem atendidas.”
Essa percepção acabou se tornando uma espécie de direção para tudo que veio depois.
Ao falar sobre os primeiros anos da marca, Priscila evita romantizar o processo. O desafio não era apenas vender. Era construir credibilidade em um mercado extremamente competitivo. E isso exigia consistência.
“Precisávamos provar diariamente que era possível entregar uma experiência diferente.”
Mas existe um ponto da trajetória que Priscila considera decisivo. O momento em que a empresa percebeu que, para crescer de verdade, precisaria evoluir internamente primeiro.
Foi quando começaram os investimentos mais fortes em treinamento, cultura, gestão e desenvolvimento da equipe. A marca passou a frequentar ambientes empresariais mais estratégicos, ampliar repertório e refinar a visão sobre expansão.
“Começamos a enxergar oportunidades que antes não percebíamos.”
Esse movimento mudou o nível da operação.
Existe uma particularidade no mercado óptico que a Óticas Góes entendeu cedo. O cliente compra algo que não consegue visualizar completamente naquele momento. A lente será produzida depois. O resultado vem mais tarde. Isso faz com que a relação de confiança seja ainda mais importante.
Por isso, o atendimento passou a ser tratado como parte central da marca. A equipe foi treinada para entender rotina, necessidade e comportamento do cliente antes de indicar qualquer solução.
“Nós queríamos que as pessoas saíssem da loja sentindo segurança na decisão que tomaram.”
Talvez seja justamente isso que ajudou a fortalecer a fidelização da marca nos últimos anos.

Hoje, a Óticas Góes trabalha com óculos de grau, solares e soluções ópticas de alta qualidade. Mas, curiosamente, quando Priscila fala sobre o principal produto da marca, ela não menciona armações nem lentes. Ela fala da experiência. Sobre o ambiente. Sobre recepção. Sobre sensação de acolhimento.
“Nossa intenção é que o cliente se sinta valorizado desde o momento em que entra na loja.”
Essa construção acabou moldando o posicionamento da empresa. A Óticas Góes passou a ocupar um espaço mais moderno dentro do segmento óptico: uma marca acessível, organizada e próxima, mas sem abrir mão da percepção premium.
A ideia de transformar a operação em franquia não surgiu de forma imediata. Ela começou a ganhar força quando a empresa percebeu que o modelo funcionava de maneira consistente. Ao mesmo tempo, começaram a surgir perguntas recorrentes de empresários interessados em abrir unidades.
Foi aí que a percepção mudou.
“Nós entendemos que já não estávamos construindo apenas uma ótica. Estávamos construindo uma marca.”
A estruturação da franquia começou oficialmente em 2026. Mas a sensação é de que esse movimento já vinha sendo preparado há algum tempo.
Ao ser perguntada sobre o momento mais marcante da trajetória da empresa, Priscila não cita faturamento, expansão ou crescimento. Ela lembra de uma ação social.
Uma criança recebeu os óculos e, pela primeira vez, conseguiu se enxergar com clareza diante do espelho.
“Foi um sentimento muito genuíno.”
A lembrança ainda emociona porque, segundo ela, foi naquele momento que ficou evidente o impacto real do trabalho que a empresa realiza.
Óticas Góes em síntese:
A Óticas Góes entra agora em uma nova fase. Mais estruturada. Mais madura. E mais preparada para crescer. Mas mantendo algo que esteve presente desde o início: a ideia de que atendimento não deve ser tratado como detalhe.
1. Humanização como vantagem competitiva
Em um setor onde produtos parecem iguais, a Óticas Góes assumiu uma posição diferente: vender experiência, não armação. A diferenciação vira atração de cliente e de franqueado.
2. Evolução interna antes da expansão
A marca só começou a se preparar para crescer depois de investir em treinamento, cultura, gestão e desenvolvimento da equipe. Quem evolui por dentro escala por fora.
3. Franquia puxada pela demanda do mercado
A estruturação como franquia veio depois de empresários perguntarem repetidamente sobre abrir unidades. É o sinal mais confiável de que o modelo está pronto para escalar.
Por que a Óticas Góes é referência no XFRANCHISE:
A história da Óticas Góes é um lembrete para quem constrói rede no Brasil: nem sempre o diferencial está no produto. Às vezes, está em como o cliente é recebido. E quando a marca decide tratar isso como estratégia, o crescimento deixa de ser sobre vender mais e passa a ser sobre ser indicada com orgulho.
Publicado originalmente no Blog do Franchising.