Topo do Franchising · Edição 48
LAVE GO
Claudio Medeiros e Renata Medeiros · Setembro 2026
A ideia da Lave-Go começou com uma situação comum na rotina de Claudio Medeiros: o tempo perdido esperando o carro ser lavado. A experiência se repetia e o fez perceber que havia espaço para um serviço mais rápido, com tempo de atendimento previsível.
Em 2021, Claudio e Renata Medeiros levaram a ideia para Rondonópolis, em Mato Grosso. O casal criou uma operação de lavagem externa em sistema drive-thru, desenhada para reduzir a espera do cliente.
Desde o início, os fundadores trabalharam na criação de processos que permitissem repetir a operação. Desenvolveram um sistema próprio de gestão e um projeto de automação enquanto testavam o funcionamento da primeira unidade.
A resposta sobre o potencial daquele modelo veio cedo. Apenas seis meses depois da inauguração, um empresário demonstrou interesse em reproduzi-lo em outra cidade. A procura colocou o franchising no horizonte de uma empresa que ainda dava seus primeiros passos.
Em 2022, a Lave-Go começou a ser formatada para o franchising. O trabalho envolveu documentar procedimentos e preparar uma estrutura capaz de acompanhar unidades administradas por outros empresários.
A primeira franquia foi inaugurada no ano seguinte, em Cuiabá. A partir dali, a expansão deixou de ficar restrita a Rondonópolis e começou a avançar para outros mercados.
Na Lave-Go, o cliente permanece no veículo enquanto passa pelo processo de lavagem externa. A padronização do serviço também atende a uma necessidade do próprio franchising: fazer com que a experiência seja semelhante independentemente da cidade.
Para sustentar essa reprodução, a empresa estruturou a operação com tecnologia e treinamento. Segundo a rede, mais de 355 mil clientes já passaram pelas unidades desde a fundação. A expansão também resultou na geração de aproximadamente 100 empregos diretos.
A operação que começou em Rondonópolis chegou a 13 unidades, nove delas em funcionamento e quatro em implantação. São oito franqueados distribuídos por Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
A marca já alcançou dez cidades, entre elas Cuiabá, Sinop, Sorriso, Campo Grande, Maringá, Balneário Camboriú, Jundiaí e Londrina. Algumas operações registram faturamento anual de aproximadamente R$ 1,5 milhão e margem de lucro de até 50%, de acordo com dados fornecidos pela própria empresa.
Entre as histórias da rede está a de um casal que trabalhava na lavoura e nunca havia administrado um comércio. Os dois conheceram a Lave-Go em Cuiabá e perceberam que Sinop ainda não contava com uma operação semelhante.
A primeira unidade marcou a entrada do casal no empreendedorismo. Depois dela, veio uma segunda operação, em Sorriso. Com o crescimento, os franqueados relatam que aprenderam a delegar e organizar o negócio para que ele não dependesse da presença constante dos dois.
Quatro anos depois de inaugurar a primeira unidade, Claudio e Renata conduzem uma empresa que já ultrapassou as fronteiras de Mato Grosso. A Lave-Go pretende continuar avançando pelo país e, no futuro, considera também uma expansão internacional.
A empresa não informa uma meta fechada de unidades para os próximos anos. Neste momento, o plano é entrar em novas cidades onde o formato encontre mercado e ampliar a estrutura de suporte conforme a rede cresce.
A próxima fase será justamente medir até onde um modelo criado para resolver uma espera cotidiana em Rondonópolis consegue chegar.
8 páginas desta edição, como saíram impressas. Clique para ver em tamanho real.