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Capa da edição 24 da revista Topo do Franchising: BOCA POP

Topo do Franchising · Edição 24

BOCA POP

José Luiz e Thaís Pelosini · Junho 2026

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Topo do Franchising · Edição 24

BOCA POP

““Beleza é um direito de todos.””

José Luiz e Thaís Pelosini · Junho 2026


Marca

Boca Pop

A Boca Pop investe em quem acredita em pessoas, a expansão da marca significa transbordar cada vez levando oportunidade e beleza. José Luiz e Thaís Pelosini

Fundadores

José Luiz Thaís Pelosini

Beleza é um direito de todos.

Início de tudo

Durante muito tempo, a estética no Brasil seguiu um caminho previsível. As principais clínicas concentravam seus esforços em um público específico, ocupando regiões de alto poder aquisitivo e construindo uma comunicação que, muitas vezes, parecia falar para poucas pessoas. Enquanto isso, milhões de brasileiras acompanhavam tendências, consumiam conteúdo sobre beleza nas redes sociais e desejavam realizar procedimentos estéticos, mas encontravam barreiras que iam além do preço.

Faltava identificação.

Foi justamente essa percepção que deu origem à Boca Pop Clinic.

Fundada por José Luiz e Thaís Pelosini, a marca nasceu em São Paulo com a proposta de ocupar um espaço que os fundadores acreditavam estar desassistido pelo mercado: o da estética acessível, sem abrir mão da qualidade, da experiência e da construção de marca.

“Beleza é um direito de todos.”

A frase resume não apenas o posicionamento da empresa, mas a tese que sustenta o negócio desde o início.

José Luiz costuma dizer que a Boca Pop não nasceu para disputar espaço com clínicas premium. Ela nasceu para atender pessoas que, historicamente, ficaram à margem desse mercado.

Ao analisar o setor, os fundadores encontraram uma contradição evidente. O Brasil figura entre os maiores consumidores de procedimentos estéticos do mundo, mas grande parte da oferta continuava concentrada em uma parcela pequena da população.

“Existia uma demanda enorme, mas poucas empresas estavam olhando para ela de forma estruturada”, conta.

A proposta da Boca Pop foi construir uma marca que não intimidasse. Um ambiente em que uma mulher da classe C se sentisse tão pertencente quanto qualquer outro cliente.

Essa decisão influenciou tudo: linguagem, experiência, posicionamento, operação e estratégia de crescimento.

A empresa foi criada em junho de 2024 e, em menos de 2 anos, já operava em São Paulo e no Rio de Janeiro, com faturamento mensal superior a R$ 2 milhões e pacientes vindos de diferentes regiões do país.

“O crescimento aconteceu porque conseguimos construir uma comunidade.”

Segundo ele, a força da marca começou a aparecer quando as pacientes passaram a voltar, indicar amigas e compartilhar espontaneamente suas experiências.

Foi nesse momento que a Boca Pop deixou de ser apenas uma clínica e passou a ser reconhecida como uma marca.

O que mais chamou a atenção dos fundadores, porém, não foi o volume de atendimentos nem a velocidade de crescimento da operação.

O sinal mais importante veio do relacionamento construído com as pacientes.

Aos poucos, a Boca Pop passou a ocupar um espaço diferente na vida de quem frequentava as clínicas. As clientes não retornavam apenas para novos procedimentos. Elas passaram a acompanhar a marca, indicar amigas e interagir com a empresa de forma espontânea.

“Percebemos que as pessoas estavam criando uma conexão real com a Boca Pop.”

Foi nesse momento que a empresa deixou de ser apenas uma prestadora de serviços estéticos e começou a construir algo mais difícil de alcançar: relevância de marca.

Outro aspecto que chama atenção na trajetória da Boca Pop é a forma como a tecnologia foi incorporada ao negócio.

Ao contrário de muitas clínicas que utilizam canais digitais apenas para divulgação, a marca estruturou praticamente toda a jornada comercial no ambiente online.

A paciente conhece a empresa, compra, agenda e realiza grande parte da sua experiência antes mesmo de chegar à unidade.

Essa lógica permitiu que a Boca Pop desenvolvesse um sistema comercial ativo permanentemente.

“Nosso motor de vendas funciona mesmo quando a clínica está fechada.”

A estratégia se tornou um dos pilares que sustentam o modelo de expansão da empresa.

A decisão de franquear a operação aconteceu em 2026.

Mas, diferente do que costuma acontecer em muitas redes, a expansão não surgiu como resposta a uma dificuldade financeira ou à necessidade de acelerar faturamento. Ela nasceu da própria tese do negócio.

Se a proposta da Boca Pop era ampliar o acesso à estética, seria impossível cumprir essa missão permanecendo com apenas duas unidades.

“Duas clínicas não seriam suficientes para levar beleza a quem ainda não tem acesso.”

A partir daí, a empresa começou a estruturar um modelo de franquias baseado em tecnologia, suporte centralizado e processos padronizados.

Hoje, a Boca Pop inicia a seleção dos primeiros franqueados e prepara sua expansão nacional. A expectativa é levar a marca para novas capitais e grandes centros urbanos nos próximos anos.

O plano é ambicioso, mas José Luiz acredita que o crescimento da empresa dependerá menos da quantidade de unidades abertas e mais da capacidade de manter a essência que deu origem ao negócio.

Desde o início, a Boca Pop foi construída para atender um público que raramente se via representado pelas grandes marcas de estética. E é justamente essa proposta que os fundadores pretendem preservar à medida que a rede avança.

Afinal, mais do que expandir clínicas, a empresa aposta na construção de uma marca capaz de tornar a beleza acessível para um número cada vez maior de pessoas.

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